Famosos unidos contra a política de imigração de Donald Trump

A política de tolerância zero imposta por Donald Trump contra os imigrantes ilegais nos Estados Unidos tem criado uma onda de choque um pouco por todo o mundo e são muitas as figuras públicas que se têm insurgido contra o presidente norte-americano.

Estrelas da música e do cinema, o Papa Francisco e até a própria primeira-dama dos Estados Unidos. São cada vez mais as vozes da revolta sobre a dura política imposta por Trump contra os imigrantes ilegais, e que tem levado à separação de muitas crianças das suas famílias na fronteira com o México.

John Legend e a mulher, Chrissy Teigen, são algumas das celebridades que mais têm utilizado as redes sociais para lançar farpas a Donald Trump. No dia 14 de junho, o presidente norte-americano celebrou o 72.º aniversário e o casal respondeu assim.

“Nesta feliz ocasião, cada membro da nossa família doou 72 mil dólares à União Americana pelas Liberdades Civis”, conforme escreveu Teigen na sua conta de Instagram, ao mesmo tempo que lembrou o compromisso dessa associação pela defesa dos direitos das famílias que procuram asilo e refúgio nos Estados Unidos.

O marido também não se deixou intimidar na hora das críticas e utilizou o Twitter para expressar a sua indignação: “Estamos indignados por ver e ouvir histórias horríveis de famílias separadas por políticas desumanas. Estas ações são cruéis e vão contra os princípios que este país deveria representar”, escreveu John Legend.

George Clooney e a mulher, Amal, são outros rostos que se aliaram na luta contra as duras políticas da administração Trump. Através da fundação que tem em seu nome, o casal doou cerca de 100 mil dólares ao Centro Jovem pelo Direito das Crianças Imigrantes e escreveu um comunicado no qual referiu que o atual governo “desconhece o direito internacional e os princípios básicos da decência humana”.

Na Igreja, as críticas também são muitas. Do lado de cá do Atlântico, o Papa já se exprimiu e, em entrevista à Reuters, o chefe da Igreja Católica defendeu que o “populismo” não pode ser uma “solução” e uniu-se aos bispos norte-americanos que consideram este tipo de política como “imoral” e “contrária aos valores cristãos”.

A revolta contra as duras políticas de imigração, na qual se inclui também a própria primeira-dama, Melania Trump, obrigou o presidente dos Estados Unidos a um recuo. Na sua conta no Twitter, Donald Trump salientou na quarta-feira que “quer manter as famílias juntas” e que vai procurar resolver essa situação nos próximos dias.